
Na ocasião, o chefe do Departamento de Gestão de Participações Minerais da ENDIAMA, António Pascoal, informou que apesar do crescimento da produção, o resultado ficou 6,0 por cento abaixo da meta prevista no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN), segundo avançou o portal JA Online.
Segundo António Pascoal, o desempenho do sector no semestre ocorreu num contexto marcado por “maior pressão de preços e custos operacionais elevados”, cenário que exigiu “disciplina e eficiência em todo o portefólio”.
No segmento kimberlítico, constituído por áreas de rochas vulcânicas formadas em grande profundidade e que constituem uma das principais fontes de diamantes, o plano foi cumprido e até superado em 0,21%.
O bom desempenho da Catoca compensou os atrasos operacionais registados no Luele, no comissionamento da segunda linha de produção da planta.
Já no segmento aluvionar, formado por materiais transportados e depositados pela água dos rios, a produção ficou 45% abaixo do previsto.
Ainda assim, operações como Chitotolo, Somiluana e Calonda cumpriram ou superaram as metas. A Lulo manteve os preços médios mais elevados do portefólio, enquanto a Kaixepa se destacou igualmente pelo preço, atenuando o impacto da menor produção.
De acordo com o relatório, várias operações aluvionares enfrentam dificuldades de preços, custos e liquidez. Como resposta, o workshop deliberou pela optimização de custos nos projectos do Cuango, Tchieji e Muquita e por uma revisão aprofundada da estrutura de custos.
Compromissos para II semestre
Os participantes da Reunião de BSPD 2026 assumiram compromissos nos eixos da Transparência, Eficiência e Desenvolvimento Sustentável.
Em relação à transparência, ficou acordada a apresentação atempada do relatório e contas e a realização de auditorias independentes de recursos e reservas pelos padrões Joint Ore Reserves Committee (JORC) e o da sigla em inglês SAMREC, código sul-africano para a divulgação de resultados de exploração, e recursos minerais.