Projecto de Produção diamantífera cresce 10%

A produção de diamantes em Angola atingiu 7,6 milhões de quilates no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 10 por cento face ao período homólogo, segundo o Balanço Semestral da Produção de Diamantes (BSPD 26), apresentado na cidade do Dundo, província da Lunda-Norte.

Na ocasião, o chefe do Departamento de Gestão de Participações Minerais da ENDIAMA, António Pascoal, informou que apesar do crescimento da produção, o resultado ficou 6,0 por cento abaixo da meta prevista no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN), segundo avançou o portal JA Online.

 Segundo António Pascoal, o desempenho do sector no semestre ocorreu num contexto marcado por “maior pressão de preços e custos operacionais elevados”, cenário que exigiu “disciplina e eficiência em todo o portefólio”.

No segmento kimberlítico, constituído por áreas de rochas vulcânicas formadas em grande profundidade e que constituem uma das principais fontes de diamantes, o plano foi cumprido e até superado em 0,21%.

O bom desempenho da Catoca compensou os atrasos operacionais registados no Luele, no comissionamento da segunda linha de produção da planta.

Já no segmento aluvionar, formado por materiais transportados e depositados pela água dos rios, a produção ficou 45% abaixo do previsto.

Ainda assim, operações como Chitotolo, Somiluana e Calonda cumpriram ou superaram as metas. A Lulo manteve os preços médios mais elevados do portefólio, enquanto a Kaixepa se destacou igualmente pelo preço, atenuando o impacto da menor produção.

De acordo com o relatório, várias operações aluvionares enfrentam dificuldades de preços, custos e liquidez. Como resposta, o workshop deliberou pela optimização de custos nos projectos do Cuango, Tchieji e Muquita e por uma revisão aprofundada da estrutura de custos.

Compromissos para II semestre

Os participantes da Reunião de BSPD 2026 assumiram compromissos nos eixos da Transparência, Eficiência e Desenvolvimento Sustentável.

 Em relação à transparência, ficou acordada a apresentação atempada do relatório e contas e a realização de auditorias independentes de recursos e reservas pelos padrões Joint Ore Reserves Committee (JORC) e o da sigla em inglês SAMREC, código sul-africano para a divulgação de resultados de exploração, e recursos minerais.

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