
O Governo egípcio está a intensificar a coordenação entre fábricas e unidades industriais, com o objectivo de aumentar a produção nacional, atrair novos investimentos e reforçar as exportações para os mercados africano, árabe e europeu, segundo avançou o portal zawya.
A estratégia, conduzida pelo Ministério da Indústria em articulação com a Federação das Indústrias Egípcias e os conselhos de exportação, prevê a criação de mecanismos permanentes de diálogo entre produtores, fornecedores, bancos e instituições públicas, de forma a identificar estrangulamentos e acelerar a execução de projectos industriais.
Entre as medidas em curso, destacam-se a promoção de cadeias de valor integradas, o incentivo à substituição de importações por produção local, a partilha de infra-estruturas e serviços entre fábricas instaladas nos mesmos polos industriais e o apoio à certificação de produtos para exportação.
O Executivo pretende igualmente reforçar a ligação entre a indústria e os centros de investigação, com vista à modernização tecnológica das fábricas, ao aumento da produtividade e à melhoria da qualidade dos produtos egípcios. Estão previstos programas de formação de mão-de-obra especializada e linhas de financiamento com juros bonificados para pequenas e médias empresas industriais.
Segundo fontes do sector, a coordenação entre fábricas tem permitido responder de forma mais rápida a encomendas externas, sobretudo nos segmentos têxtil, alimentar, químico, de materiais de construção e de engenharia. A produção conjunta e a partilha de capacidades são vistas como instrumentos para reduzir custos e ganhar escala nos mercados internacionais.
O Governo egípcio tem como meta aumentar o contributo da indústria para o produto interno bruto, diversificar a pauta de exportações e reduzir a dependência de importações de bens transformados. Para isso, aposta na integração entre grandes fábricas e fornecedores locais, na atracção de investimento estrangeiro e na expansão da capacidade instalada.
Apesar dos progressos, persistem desafios relacionados com o custo da energia, a burocracia, o acesso ao crédito e a concorrência internacional. As autoridades afirmam que estes obstáculos estão a ser tratados por via de reformas administrativas e de incentivos à produção nacional.
Com esta abordagem, o Egipto espera consolidar o sector industrial como motor de crescimento, criar mais postos de trabalho e afirmar-se como plataforma de produção e exportação para a região do Médio Oriente e do Norte de África.