
O facto foi tornado público, esta quinta-feira, pelo director do gabinete local de Desenvolvimento Económico e Integrado, Sérgio Likutu, no espaço “Grande Entrevista” da emissora provincial do Huambo do Grupo Rádio Nacional de Angola (RNA), segundo avançou o porta Angola Press.
Afirmou tratar-se das linhas financeiras do alívio económico do Executivo angolano, constantes do Aviso 10/2022 do Banco Nacional de Angola (BNA) e do Projecto de Apoio ao Crédito (PAC) reestruturado, inseridos no PRODESI.
Disse que os valores foram cedidos às empresas, maioritariamente, para o desenvolvimento de actividades de produção agrícolas, apesar de ainda se registar algumas dificuldades no momento do reembolso do valor financiado.
O responsável lamentou a burocracia e a letargia do processo em alguns bancos comerciais, facto que cria dificuldades ao empresário para aceder ao crédito.
Sem apresentar dados estatísticos, disse existir outros projectos financiados, no âmbito do projecto de apoio à Agricultura Comercial (PDAC) e do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA).
Sobre outros projectos do sector, Sérgio Likutu indicou que a província pode, a partir do corrente mês, ganhar a primeira fábrica de processamento de óleo de abacate, instalada no pólo industrial na Caála, com capacidade de processar 350 toneladas por dia.
Disse que o gabinete controla 305 unidades industriais licenciadas, maioritariamente, panificadoras, moageiras, bebidas e refrigerantes.
Quanto ao licenciamento da actividade económica na província do Huambo, disse que o gabinete emitiu, de Janeiro à data, em colaboração com as administrações municipais, 900 alvarás comerciais e de grandes superfícies.
Referiu ainda que a emissão deste documento está a ser, cada vez mais, simplificado e será, brevemente, acoplado vários serviços num único alvará, com distintas funcionalidades, de modo a facilitar a actividade económica e fomentar o emprego.