
Ricardo d’ Abreu, que falava à margem da inauguração das infra-estruturas, justificou que o Porto de Luanda está a entrar numa nova etapa de transformação, em que o crescimento da actividade portuária passa a ser acompanhado por investimentos estruturantes, segundo avançou o portal JA Online.
As infra-estruturas inauguradas, disse, representam a capacidade de antecipar desafios, aumentar a eficiência operacional e preparar o principal porto do país para uma nova geração de serviços logísticos.
Para Ricardo d’Abreu, o crescimento económico exige capacidade de resposta, infra-estruturas eficientes, sistemas mais inteligentes e soluções logísticas capazes de acompanhar as necessidades das empresas e dos cidadãos.
Durante o evento, o ministro referiu que a visão para o sector dos Transportes é a complementaridade entre os diferentes modos de transporte.
“Não se trata de soluções isoladas. Trata-se de construir um sistema integrado de transporte marítimo, ferroviário, rodoviário e aéreo, funcionando de forma articulada e eficiente, criando melhores condições para a actividade económica e para a competitividade das empresas angolanas”, disse.
Essa lógica, reforçou, está igualmente presente nos investimentos realizados pelos produtores ferroviários, nas concessões portuárias e aeroportuárias, bem como nas iniciativas que visam posicionar Angola como uma plataforma logística de referência na região austral do continente africano.
Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração (PCA) do Porto de Luanda, Alberto Bengue, salientou que o acto de inauguração traduz o valor estratégico que a infra-estrutura continua a assumir para a economia nacional, para o sistema logístico do país e para a agenda de modernização do sector dos Transportes.
Foram inauguradas três distintas infra-estruturas, nomeadamente uma subestação eléctrica, um edifício de inovação e desenvolvimento tecnológico e um terminal de cabotagem.
De acordo com Alberto Bengue, cada uma das infra-estruturas deve responder à necessidade concreta da actividade portuária, sendo que em conjunto representa um saldo qualitativo na forma “como pensamos a operação, a residência e a competitividade portuária”.
Um porto mais robusto
Para Alberto Bengue, a subestação eléctrica simboliza robustez e continuidade operacional.
“Com ela, reforçamos as condições para garantir energia em quantidade e qualidade aos operadores portuários, reduzindo vulnerabilidades e criando uma base mais estável para o funcionamento eficiente da actividade do porto”, considerou.
A construção da subestação eléctrica é um investimento estruturante, alinhado com a necessidade de assegurar maior confiança, melhor desempenho e melhores condições de serviço aos integrantes do centro logístico.
Já o edifício de inovação e desenvolvimento tecnológico, representa a aposta na inteligência institucional, qualificação técnica e na modernização dos processos.
“Os portos do nosso tempo exigem mais do que capacidade física, exigem gestão moderna, tecnologia, informação, coordenação e visão. É nesta direcção que queremos continuar a caminhar, dotando o Porto de Luanda de instrumentos que o tornem mais eficiente, mais preparado e mais competitivo”, disse.
Por sua vez, o terminal cabotagem reforça a dimensão logística e a integração territorial e regional do sistema de transportes de cabotagem Norte, Centro e Sul, bem como a cabotagem internacional.
O responsável ressaltou ainda que a entrada em funcionamento do terminal de cabotagem contribui para melhorar a articulação costeira, apoiar a circulação de mercadorias e ampliar a capacidade de resposta do porto às exigências do comércio e da distribuição.