Feira sobre Cibersegurança apresenta soluções tecnológicas

Uma feira sobre cibersegurança foi realizada em Luanda, para marcar a abertura das festividades alusivas aos 50 anos da Direcção de Telecomunicações e Tecnologias de Informação da Polícia Nacional, que se assinala a 20 de Outubro.

Na feira, realizada no Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais “Osvaldo de Jesus Serra Van Dunem”, 14 empresas ligadas ao mundo das telecomunicações apresentaram diferentes soluções tecnológicas no âmbito da segurança, segundo avançou o portal JA Online.

Na abertura do acto, o inspector-geral da Polícia Nacional, comissário-chefe Inocêncio de Brito, afirmou que os riscos cibernéticos estão cada vez mais complexos. 

Segundo o oficial, as organizações policiais são chamadas a responder a novas formas de criminalidade que ultrapassam fronteiras físicas, o que exige conhecimentos especializados, cooperação institucional e permanente capacidade de adaptação.

Diante disso, exortou a corporação a continuar a afirmar-se como uma instituição moderna, preparada e tecnologicamente capacitada para os desafios da segurança contemporânea.

Para o inspector-geral, a modernização tecnológica deve ser entendida como um investimento estratégico para melhorar o serviço policial, reforçar a capacidade operacional e garantir a circulação segura de informação para tomadas de decisão rápidas. 

“É neste contexto que a cibersegurança assume particular relevância na protecção de sistemas, redes e infra-estruturas críticas”, destacou, sublinhando que esta vertente é essencial para a segurança nacional e pública.

 Inocêncio de Brito referiu ainda que a realização de workshops dedicados aos órgãos de Defesa e Segurança representa uma oportunidade para aprofundar conhecimentos e identificar soluções inovadoras que fortaleçam a resiliência tecnológica. 

Ao reconhecer que os desafios impostos pela transformação digital são transversais e não podem ser enfrentados de forma isolada, o comissário-chefe Inocêncio de Brito defendeu uma aposta vigorosa e contínua na valorização do capital humano da corporação. 

Para o oficial, o investimento em tecnologia de ponta torna-se obsoleto se não for acompanhado pela capacitação técnica, intelectual e comportamental dos efectivos que operam esses sistemas diariamente.

 Sublinhou que a inteligência policial e a segurança digital dependem, fundamentalmente, de homens e mulheres altamente qualificados e motivados. “Por isso, devemos continuar a promover pontes entre as instituições, aproximar os especialistas, incentivar a inovação e criar espaços de diálogo que permitam encontrar respostas adequadas às exigências da conjuntura contemporânea”, apelou. 

Importância da transformação digital na segurança das instituições 

A inteligência artificial e a transformação digital assumem um papel cada vez mais determinante e desafiante para as instituições, em especial para a segurança pública, considerou ontem director de Telecomunicações e Tecnologias de Informação da Polícia Nacional. 

O comissário José Augusto Paulo adiantou que, além de actividades culturais e desportivas, as jornadas alusivas ao aniversário do órgão serão marcadas pela realização de palestras e actos de consciencialização sobre o uso das tecnologias no trabalho policial.

A abertura das celebrações do 50.º aniversário da direcção incluiu a realização de workshops sobre a importância das comunicações no teatro operacional, inteligência artificial aplicada à segurança pública e cibersegurança militar e policial. Os temas foram debatidos por especialistas das Forças Armadas Angolanas (FAA), da Polícia Nacional e de empresas ligadas ao sector das Telecomunicações.

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