Governo cria programa de abastecimento de água potável para 721 mil habitantes

O Governo Provincial do Huambo lançou a pedra para o início do Programa de Construção, Reforço e Melhoria Operacional dos Sistemas de Abastecimento de Água, nosmunicípios da Caála, Mungo, Longonjo e Londuimbali, para beneficiar 721 mil habitantes.

A iniciativa orçada em 129,3 milhões de dólares, inscreve-se na construção, reabilitação e ampliação de infra-estruturas destinadas a melhorar o abastecimento de água potável nas quatro localidades, segundo avançou o portal JA Online.

O programa foi autorizado, por Despacho Presidencial n.º 66/26, de 3 de Março, que aprovou o procedimento de contratação para a execução da empreitada, bem como dos Serviços de Fiscalização, Gestão e Coordenação Técnica, permitindo o arranque de um dos mais relevantes investimentos no sector das Águas no Huambo. 

Durante a cerimónia de lançamento do projecto que decorreu no município da Caála, o governador Pereira Alfredo explicou que a intervenção foi concebida, de acordo com as necessidades específicas de cada município e terá a duração de 26 meses, estando a conclusão prevista para Dezembro de 2028.

Nos municípios do Mungo, Longonjo e Londuimbali, o programa prevê a reabilitação, o reforço e a ampliação dos sistemas de abastecimento de água existentes, com o objectivo de aumentar a sua capacidade operacional e alargar a cobertura nas respectivas sedes municipais, explicou. 

Na Caála, onde o crescimento populacional e a procura por água potável são cada vez maiores, será construído um sistema integrado de abastecimento que compreenderá a captação, tratamento, reservação, distribuição e ligações domiciliares, incluindo o reforço à vila da Calenga, disse. 

A construção, sublinhou, de novas estações de tratamento de água,tem capacidade total de 950 metros cúbicos por hora, equivalentes a cerca de 22.800 metros cúbicos de água tratada por dia, bem como reservatórios com capacidade para 19 mil metros cúbicos.

O projecto, afirmou o governador, reserva, igualmente, 90 quilómetros de novas redes de distribuição e mais de 34 mil ligações domiciliares, complementadas por chafarizes públicos, contadores sistemas de medição inteligentes.

Sustentabilidade

Segundo o governante, para garantir a sustentabilidade do investimento, o programa inclui o reforço da capacidade operacional dos sistemas, através da aquisição de equipamentos laboratoriais e electromecânicos, soluções de automação, medidas de redução das perdas de água, recadastramento comercial e formação técnica dos profissionais responsáveis pela operação e manutenção das infra-estruturas.

“Não estamos a falar apenas de construir infra-estruturas. Estamos a falar de assegurar uma cadeia funcional de tratamento de água, desde a captação, bombagem, conservação e distribuição, até que chegue às famílias, escolas, unidades sanitárias e demais instituições”, destacou.

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