Egipto e Chevron procuram agilizar acordos ligados ao campo de gás de Afrodite, no Chipre

Cairo — O Ministro do Petróleo e Recursos Minerais do Egipto, Karim Badawi, reuniu-se com dirigentes da Chevron para acompanhar o estado da cooperação e assegurar a coordenação entre as equipas de trabalho das duas partes, com o objectivo de finalizar os procedimentos relativos aos acordos técnicos e comerciais para a ligação do campo de gás cipriota de Afrodite às infra-estruturas egípcias, segundo avançou o portal zawya.

O encontro, realizado por videoconferência com Javier La Rosa, Presidente de Activos Base e Países Emergentes da Chevron, e outros executivos da empresa, abordou a necessidade de concluir os quadros técnico, financeiro e comercial, bem como os respectivos calendários. Badawi sublinhou que o apoio político de alto nível à cooperação no domínio do gás entre o Egipto e o Chipre constitui um impulso para completar as restantes etapas do projecto.

Acordo de 15 anos para importação total

Em Abril de 2026, o Egipto assinou um acordo com a Chevron que prevê que a Egyptian Natural Gas Holding Company (EGAS) importe a totalidade da produção do campo de Afrodite, com cerca de 100 mil milhões de metros cúbicos de gás a serem fornecidos ao longo de 15 anos. O projecto visa transportar a produção do campo para o Egipto e ligá-la às infra-estruturas existentes, incluindo a possibilidade de reexportação através das instalações egípcias.

O campo de Afrodite, localizado no Bloco 12 da Zona Económica Exclusiva do Chipre, foi descoberto em 2011 e possui aproximadamente 98 mil milhões de metros cúbicos de recursos contingentes, com potencial para mais 26 mil milhões de metros cúbicos de recursos prospectivos. O plano de desenvolvimento prevê quatro poços de produção ligados a uma unidade flutuante de produção, com o gás a ser transportado para o Egipto através de um gasoduto submarino de 280 quilómetros para processamento.

Egipto como hub regional de energia

O ministro egípcio destacou a importância estratégica do projecto para reforçar o papel do Egipto como centro regional de comercialização de gás e para maximizar a utilização da sua infra-estrutura, contribuindo para a segurança energética da região. As discussões incidiram também sobre os planos da Chevron para expandir as actividades de exploração de gás natural no Egipto, particularmente no Mediterrâneo Ocidental.

Badawi afirmou que o sector petrolífero continuará a apoiar as empresas internacionais que procuram aumentar as actividades de exploração e perfuração, enquanto La Rosa reafirmou o compromisso da Chevron em manter os seus investimentos e actividades no Egipto, elogiando o apoio do ministério à aceleração dos acordos e projectos conjuntos.

As conversações mais recentes surgem numa altura em que o Egipto e a Chevron se aproximam do prazo previamente fixado para Setembro de 2026 para a conclusão dos principais acordos relativos a Afrodite. Em Junho, a EGAS e a Chevron acordaram intensificar as reuniões de acompanhamento e acelerar a revisão dos projectos de acordo, com vista a apoiar o progresso em direcção a uma decisão final de investimento. O Chipre aprovou um plano de desenvolvimento actualizado em 2025, que inclui uma unidade flutuante de produção e um gasoduto submarino que liga Afrodite ao Egipto, estando a decisão final de investimento prevista para 2027 e a primeira produção de gás para 2031.

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