
O Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, esteve esta semana na província do Huambo numa deslocação de trabalho que incluiu uma visita ao projecto de terras raras do Longonjo, um dos maiores depósitos deste tipo de minério em desenvolvimento a nível mundial, tendo a delegação ministerial sido recebida no Aeroporto Albano Machado pelo Governador Provincial do Huambo, Pereira Alfredo.
Durante a visita, o governante congratulou-se com os progressos registados na exploração mineira, com destaque para a descoberta de dois novos elementos de terras raras no local, um dado que reforça o potencial geológico da mina e o seu peso estratégico para o país. O ministro reconheceu, ainda assim, que a entrada em funcionamento da unidade deverá agora ocorrer apenas em 2028, mais tarde do que estava inicialmente previsto.
Segundo os dados avançados, a mina do Longonjo assenta numa formação geológica de carbonatito intemperizado, rica em monazite e bastnasite, com reservas estimadas em cerca de 21,54 milhões de toneladas e um teor médio de 3,04% de óxidos de terras raras — o equivalente a aproximadamente 654.965 toneladas do minério, das quais 130.457 mil toneladas de neodímio e praseodímio e 2.920 toneladas de térbio e disprósio.
No plano social, foi referido que cerca de 150 camponeses da zona já foram indemnizados no âmbito do projecto, que emprega actualmente 98 trabalhadores, com previsão de contratação de mais 38 colaboradores ainda este ano. Está também em análise a construção de um ramal ferroviário que facilite o escoamento e a exportação dos minerais extraídos, no âmbito de estudos técnicos para a solução logística do projecto.
O projecto Ozango Mineral, desenvolvido pela Ozango Minerais resultado da parceria entre a britânica Pensana e o Fundo Soberano de Angola, com participação de accionistas nacionais é apontado como um dos activos minerais mais estratégicos do país, com aplicação directa em tecnologias essenciais à transição energética, como ímanes permanentes para veículos eléctricos e turbinas eólicas.
A confirmar-se o calendário agora traçado, a mina do Longonjo deverá reforçar a posição de Angola no mapa mundial das terras raras, num contexto internacional de forte procura por minerais críticos ligados às cadeias de tecnologia e energia limpa.