Angola e Brasil reforçam cooperação no ensino superior

De acordo com uma nota de imprensa, o reforço da cooperação aconteceu durante uma visita de trabalho do ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira, à capital brasileira, segundo avançou o portal Angola Press.

Refere que, no Ministério da Educação, o governante angolano reuniu-se com o secretário-executivo da instituição, Rodolfo Cabral, para analisar as perspectivas de aprofundamento da cooperação bilateral e a criação de um Comité Misto Bilateral, destinado a acompanhar e materializar os acordos firmados entre os dois países.

Explica que as conversações incidiram sobre a formação e qualificação do corpo docente do ensino superior, no âmbito do Programa Angola Capital Humano 2023-2037, assim como sobre a formação inicial e contínua de professores dos ensinos Pré-Escolar, Primário e Secundário.

Aponta que a avaliação da qualidade e a acreditação das instituições de ensino superior também estiveram em análise, com as delegações a defenderem maior partilha de metodologias, experiências e boas práticas.

As partes, esclarece a nota, abordaram ainda políticas públicas ligadas à expansão e democratização do acesso ao ensino superior, financiamento, internacionalização das instituições e valorização do corpo docente.

Segundo a nota, durante o encontro, a delegação angolana apresentou os principais desafios do sector, com destaque para a necessidade de reforçar a formação pós-graduada, qualificar os recursos humanos e melhorar continuamente a qualidade do ensino superior.

Cooperação científica

Por outro lado, segundo o documento, Albano Ferreira deslocou-se ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), onde foi recebido pelo presidente da instituição, Olival Freire Júnior.

Sublinha que, no encontro, foram analisadas as perspectivas de implementação do Memorando de Entendimento celebrado entre o CNPq e a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNDECIT), visando fortalecer a cooperação científica, tecnológica e de inovação entre as duas instituições.

Detalha que a agenda incluiu a promoção da mobilidade académica e científica, o intercâmbio de investigadores e o financiamento de projectos conjuntos de investigação, sobretudo nos programas de mestrado e doutoramento.

Avança que as partes avaliaram igualmente a integração de investigadores e instituições angolanas em redes internacionais de investigação, bem como o acesso a bases de dados e directórios de grupos de pesquisa brasileiros.

Explica que entre as áreas consideradas estratégicas para a investigação conjunta estão a agricultura, zootecnia, veterinária, saúde e plantas medicinais, aproveitando a experiência e os programas desenvolvidos pelo CNPq e seus parceiros.

Conclui que a visita de trabalho reafirma o compromisso dos dois países em consolidar uma parceria estratégica nos domínios da educação, ensino superior, ciência, tecnologia e inovação, considerados fundamentais para o desenvolvimento sustentável, a produção do conhecimento e a valorização do capital humano.

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