
A QatarEnergy notificou a Edison, uma de suas maiores clientes europeias, de que não poderá entregar três carregamentos de gás natural liquefeito (GNL), estendendo a situação de “força maior” até o final de setembro, informou a empresa italiana de energia, avançou o portal zawya.
Um total de 24 carregamentos de GNL estão agora sujeitos a força maior durante este período, representando um volume total de aproximadamente 3 bilhões de metros cúbicos de gás natural.
A Edison confirmou sua capacidade de fornecer gás alternativo para todos os seus clientes e de honrar integralmente seus compromissos comerciais.
Em 28 de julho, a Edison informou a substituição de 17 cargas de GNL no terminal Adriatic LNG, representando um volume de aproximadamente 1,6 bilhão de metros cúbicos de gás natural.
A Edison, uma unidade do grupo energético francês EDF, detém um contrato de longo prazo com a QatarEnergy para o fornecimento de 6,4 bilhões de metros cúbicos de gás natural por ano para a Itália.
O contrato, que está em vigor desde 2009, tem uma duração total de 25 anos.
O lucro operacional da Edison no primeiro trimestre caiu pela metade, principalmente devido ao efeito negativo da declaração de força maior feita pela QatarEnergy.
O grupo também reduziu sua previsão para o ano todo em consequência da incerteza em relação ao conflito no Oriente Médio.